UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO

INSTITUTO DE FÍSICA

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS


DISCENTE: Roseli Ferreira da Silva

ORIENTADOR: Prof. Dr. Fernando Augusto Silva

COORIENTADORA: Profª Dra. Shirley Rodrigues Maia


Produto Educacional: ATIVIDADES FUNCIONAIS NO ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS PARA ESTUDANTES COM SURDOCEGUEIRA EM UMA COZINHA EXPERIMENTAL


CIÊNCIA COM SENTIDOS: Ensino de Ciências Naturais para Estudantes com Surdocegueira.



Conteúdo do P.E disponível em: https://surdocegueira.online


CIÊNCIA COM SENTIDOS: Ensino de Ciências Naturais para Estudantes com Surdocegueira na Cozinha Pedagógica Experimental


.

TIPO DO ESTUDO: PC; PD; ou RE

Roseli Ferreira da SILVA 1

Docente da rede estadual/ Programa de Pós-graduação em Ciências Naturais/UFMT
Fernando Augusto SILVA 2

Docente IFMT Campus Guarantã do Norte/ Programa de Pós-graduação em Ciências Naturais/UFMT

Docente da USP diretora Educacional da Associação Educacional para Multipla deficiência.

Shirley Rodrigues Maia 3

FICHA CATALOGRÁFICA







CAPÍTULO 1 – Apresentação

A surdocegueira é reconhecida como uma deficiência única, caracterizada pela perda concomitante da visão e da audição, impactando diretamente a comunicação, o acesso à informação e a participação social. No contexto educacional, exige práticas pedagógicas específicas, estruturadas e mediadas de forma sensível e individualizada.

A experiência desenvolvida na cozinha experimental da Escola CEAADA, em Cuiabá-MT, insere-se nesse cenário como proposta metodológica inovadora, articulando ensino de Ciências Naturais, desenvolvimento de autonomia e aprendizagem funcional.

A proposta fundamenta-se na perspectiva histórico-cultural de Vygotsky, especialmente no conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), e no conceito de andaimes (scaffolding), de Jerome Bruner, compreendendo a aprendizagem como processo mediado e socialmente construído.
O estudo descreve uma prática pedagógica realizada na cozinha experimental da Escola CEAADA com um estudante com surdocegueira, fundamentada nas teorias de Vygotsky (Zona de Desenvolvimento Proximal) e Bruner (andaimes). A proposta visou desenvolver autonomia, comunicação e habilidades funcionais por meio da preparação de receitas, com mediação do instrutor especializado. A sequência didática, adaptada às necessidades sensoriais do estudante, utilizou objetos de referência, recursos táteis e estratégias graduais de apoio. Ao longo dos encontros, observou-se avanço significativo na iniciativa, autoconfiança e participação ativa do aluno, evidenciando o potencial da cozinha experimental como ambiente inclusivo de aprendizagem. Mesmo com limitações estruturais, a mediação qualificada e o planejamento individualizado mostraram-se essenciais para promover o desenvolvimento integral e a participação social de pessoas com surdocegueira.

Palavras-chave: Surdocegueira. Cozinha experimental. Autonomia.

CAPÍTULO 2 – Compreendendo a Surdocegueira

A surdocegueira é uma condição única e complexa, caracterizada pela perda simultânea da visão e da audição em diferentes graus. Mais do que a soma de duas deficiências, ela representa uma experiência singular de interação com o mundo, pois compromete significativamente o acesso à informação, à comunicação e à participação social.

Quando visão e audição — considerados “sentidos de distância” — estão comprometidos, a pessoa passa a depender principalmente do tato, do movimento e da mediação humana para compreender o ambiente ao seu redor. Isso impacta diretamente o desenvolvimento da linguagem, da autonomia, das relações sociais e do aprendizado.

De acordo com o Grupo Brasil (2003), a surdocegueira dificulta a participação plena em contextos educacionais, vocacionais, recreativos e sociais, exigindo estratégias específicas de apoio. Já Almeida (2008) destaca que mais importante do que o grau das perdas sensoriais é a funcionalidade resultante delas no cotidiano, ou seja, como essas perdas afetam a vida prática e a capacidade de interação da pessoa.

Cada pessoa com surdocegueira possui características, potencialidades e necessidades próprias. Por isso, o acompanhamento deve ser individualizado, com foco no desenvolvimento da comunicação, da autonomia e da inclusão social. Entre os recursos utilizados estão a Libras tátil, o alfabeto manual na mão, o sistema Braille, objetos de referência e tecnologias assistivas, sempre adaptados à realidade de cada indivíduo.

A inclusão da pessoa com surdocegueira depende de uma atuação articulada entre família, escola e profissionais especializados. Com apoio adequado, recursos acessíveis e mediação qualificada, é possível promover participação ativa, na construção deo conhecimento e qualidade de vida.

Falar sobre surdocegueira é promover visibilidade, respeito às diferenças e compromisso com uma sociedade verdadeiramente inclusiva.












CAPÍTULO 3 – Bases Teóricas


Produto Educacional está estruturado em formato de Cartilha Digital organizada em cinco eixos:
1
Eixo 1 – Compreendendo a Surdocegueira
  • Definição e classificações
  • Impactos funcionais
  • Necessidades pedagógicas específicas


2
Eixo 2 – Fundamentos Pedagógicos
  • ZDP (Vygotsky)
  • Andaimes (Bruner)
  • Mediação qualificada
  • Autonomia progressiva


3
Eixo 3 – Organização da Cozinha Experimental
  • Adaptação do ambiente
  • Segurança e acessibilidade
  • Rotinas estruturadas
  • Uso de objetos de referência


4
Eixo 4 – Sequência Didática: Preparação do Bolo de Cenoura

Etapas estruturadas:

  • Apresentação dos materiais
  • Entrega do objeto de referência (colher amarela)
  • Transição para a cozinha
  • Higienização
  • Execução sequencial da receita


5
Eixo 5 – Avaliação da Aprendizagem

Indicadores analisados:

  • Iniciativa
  • Organização da bancada
  • Sequência correta das etapas
  • Participação ativa
  • Transferência da autonomia para outros contextos
  • Definição e classificações
  • Impactos funcionais
  • Necessidades pedagógicas específicas



Fundamentos Teóricos: Vygotsky e a Zona de Desenvolvimento Proximal:

O conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), desenvolvido por Lev Vygotsky, é central para compreender como a aprendizagem pode ser potencializada através de intervenções planejadas. A ZDP é definida como a distância entre o nível de desenvolvimento real, determinado pela capacidade de resolver problemas de forma independente, e o nível de desenvolvimento potencial, que se manifesta quando o indivíduo é capaz de resolver problemas com a ajuda de um adulto ou de um companheiro mais experiente.

"A zona de desenvolvimento proximal é a distância entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução independente de problemas, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da solução de problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais capazes."

— Vygotsky (1991, p. 97)

Mediação

A importância do papel do outro — professores, colegas, familiares — no processo de aprendizagem

Suporte Temporário

Ajuda gradual que é retirada à medida que o aluno se apropria das habilidades

Autonomia

O objetivo final é que o estudante se torne capaz de realizar tarefas sem auxílio

Esse conceito destaca que o aprendizado antecipa o desenvolvimento e pode promovê-lo, contrariando ideias que consideram o desenvolvimento como pré-requisito para a aprendizagem. Para Vygotsky, a aprendizagem bem orientada atua como motor do desenvolvimento, favorecendo avanços em habilidades ainda não consolidadas, mas que estão em processo de formação.

CAPÍTULO 4 – Organização da Cozinha Pedagógicatica:

Materiais Utilizados

  • Objetos de referência
  • Utensílios adaptados
  • Ingredientes com exploração sensorial completa
  • Recursos de higienização


Estratégias Aplicadas

  • Movimento coativo (mão sobre mão)
  • Exploração tátil e olfativa
  • Sequência estruturada
  • Antecipação por objeto concreto
  • Repetição sistemática


Impacto Pedagógico:
A prática demonstrou que a cozinha experimental:
  • Favorece aprendizagem significativa
  • Desenvolve habilidades funcionais
  • Amplia repertório comunicativo
  • Promove autonomia
  • Fortalece vínculo afetivo


Mesmo diante de limitações estruturais, a mediação qualificada mostrou-se elemento determinante para o desenvolvimento integral.

Ferramentas Auxiliares: Materiais Utilizados

  • Objetos de referência
  • Utensílios adaptados
  • Ingredientes com exploração sensorial completa
  • Recursos de higienização


Estratégias Aplicadas
  • Movimento coativo (mão sobre mão)
  • Exploração tátil e olfativa
  • Sequência estruturada
  • Antecipação por objeto concreto
  • Repetição sistemática





CARACTERÍSTICAS DO USO DE ANDAIMES NA EDUCAÇÃO:
  1. Apoio personalizado: o instrutor mediador adapta a ajuda ao nível atual de desenvolvimento do seu estudante. Interação ativa: o estudante com surdocegueira é estimulado a participar da construção do conhecimento junto com o mediador.
  1. Gradualidade: o suporte é removido progressivamente à medida que o discente apresenta mias autonomia.
  1. Foco na autonomia: o objetivo final é que o estudante se torne capaz de realizar a tarefa sem auxílio. Bruner (1978) destaca a importância da participação ativa do aluno no processo educativo: Baseado no pensamento de Bruner (1978), o papel do instrutor mediador é o de garantir que o estudante esteja envolvido ativamente na resolução de problemas, descobrindo princípios por si mesmo, ainda que com ajuda.
A Cozinha Experimental: Espaço Pedagógico Inclusivo:

Uma cozinha experimental para pessoas com surdocegueira é um espaço pedagógico e acessível, planejado para o desenvolvimento da autonomia, da comunicação e de habilidades funcionais por meio da prática culinária. Trata-se de uma proposta que considera adaptações sensoriais, acessibilidade tátil, segurança e estratégias de mediação adequadas às necessidades específicas dessa deficiência única.


Autonomia

Promove o desenvolvimento de habilidades para a vida diária e independência funcional

Comunicação

Amplia o repertório comunicativo através de experiências sensoriais concretas

Socialização

Favorece o trabalho em equipe e a construção de relações interpessoais

Aprendizagem Significativa

Permite o ensino de conteúdos com aplicabilidade direta na vida cotidiana

"O aprendizado se dá nas interações e no processo de mediação social"

— Vygotsky (2001, p. 85)

Nesse contexto, a cozinha experimental constitui um ambiente de aprendizagem significativa que vai além da preparação de alimentos. Como destaca Mazzotta (2005), a acessibilidade deve ser pensada de forma integral, respeitando as especificidades sensoriais, com ambientes organizados e recursos adaptados que facilitem a orientação e a autonomia.

O Papel do Instrutor Mediador:




De acordo com o Grupo Brasil de Apoio ao Surdocego (2008), a função do instrutor mediador é fundamental no processo de ensino-aprendizagem de pessoas com surdocegueira. Esse profissional especializado atua como ponte entre o sujeito com surdocegueira e o ambiente, possibilitando uma percepção mais clara e fiel do mundo.

Segundo Cader-Nascimento e Costa (2010), o instrutor mediador atua como elo entre o estudante com surdocegueira e o mundo ao seu redor, favorecendo a exploração sensorial, a identificação de ingredientes por meio do tato e olfato, bem como a compreensão das etapas da atividade culinária.

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Facilitação da Comunicação

Facilita o acesso à informação quando os canais visuais e auditivos são limitados ou inexistentes

Amplificação de Informações

Torna compreensíveis as informações que chegam ao aluno através de antecipação de eventos

Interpretação

Compreende e interpreta a comunicação expressiva, sinais e símbolos usados pela pessoa surdocega

Bem-estar Emocional

Promove o bem-estar social, estabelecendo uma relação interativa baseada na confiança

Desenvolvimento de Conceitos

Entende o impacto da surdez e cegueira na aprendizagem e ajuda no desenvolvimento de conceitos

Motivação

Estimula e motiva a participação ativa nas atividades propostas

Metodologia da Pesquisa:

Pesquisa Bibliográfica

Levantamento de referências teóricas sobre educação de pessoas com surdocegueira

Abordagem Qualitativa

Explicação e reflexão dos fatos através de análise de significados

Análise de Vídeos

Coleta de dados através de filmagens das interações estudante-pesquisadora

Este estudo caracteriza-se como pesquisa bibliográfica e qualitativa. Segundo Fonseca (2002), a pesquisa bibliográfica é feita a partir do levantamento de referências teóricas já analisadas e publicadas. A abordagem qualitativa, de acordo com Córdova (2009), consiste na explicação e reflexão dos fatos através de um objeto de amostra que leva à compreensão de determinadas informações.

Os dados produzidos foram coletados a partir da filmagem das interações estudante-pesquisadora e das produções do estudante. Esses dados foram analisados seguindo sete etapas interativas e não lineares propostas por Powell et al. (2004): observar atentamente os vídeos; descrever os dados; identificar eventos críticos; transcrever os eventos críticos; codificar; construir o enredo e compor a narrativa.

Sequência Didática: Preparação do Bolo de Cenoura:


Materiais Utilizados


  • Objetos de referência: colher de plástico amarela para antecipar a atividade
  • Suporte de papelão: para apresentação dos utensílios e ingredientes
  • Utensílios: forma, colher, liquidificador, tigela, xícara e fouet
  • Ingredientes: trigo integral, água, óleo, fermento, cenouras, ovos e açúcar
  • Higiene: luvas, máscaras, guardanapo e álcool









01

Apresentação dos Materiais

Utilizando o suporte de papelão, a professora apresenta todos os utensílios e ingredientes, ensinando os sinais em Libras correspondentes

02

Referência da Atividade

Entrega da colher de plástico amarela que simboliza a atividade culinária

03

Transição para a Cozinha

Estudante e professora dirigem-se à cozinha experimental para execução da receita

04

Higienização

Limpeza da bancada com álcool e guardanapo, usando máscara e luvas

05

Execução da Receita

Cada ingrediente é apresentado sequencialmente com exploração sensorial completa

Resultados: Evolução da Autonomia:
1

Encontros 1-4

Estudante não demonstrava iniciativa, aguardando sempre a professora. Necessidade de movimentos coativos (mão sobre mão) para todas as etapas

2

Encontro 6

Estudante já conseguia pegar todos os ingredientes, colocá-los na bancada na ordem correta e executar a receita com alguns ajustes

3

Encontro 9

Novas placas fixadas na parede. Estudante demonstra grande alegria ao receber o objeto de referência e coloca a touca espontaneamente

4

Resultado Final

Autonomia completa nas atividades permitidas. Estudante demonstra iniciativa, autoconfiança e entusiasmo em outras situações de sala de aula





A evolução na autonomia de W.C. comprova o conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal de Vygotsky. Ao longo dos encontros, observou-se avanço significativo na iniciativa, autoconfiança e participação ativa do aluno, evidenciando o potencial da cozinha experimental como ambiente inclusivo de aprendizagem.

O estudante passou a ter iniciativa para realizar atividades sozinho, não apenas na cozinha, mas também em outros contextos de sala de aula. A alegria é ainda maior quando o bolo é retirado do forno — ele já se senta imediatamente para saborear um pedaço, demonstrando plena compreensão do processo e satisfação com o resultado.

4

Semanas Iniciais

Tempo necessário para primeiras adaptações com movimentos coativos

6

Encontros

Até alcançar execução independente da receita com ajustes mínimos

2

Encontros Semanais

Frequência aumentada para acelerar o desenvolvimento da autonomia

Conclusões e Perspectivas:

A experiência realizada na cozinha experimental da Escola CEAADA demonstra que o ensino voltado a estudantes com surdocegueira deve ir além da transmissão de conteúdos, envolvendo práticas contextualizadas que estimulem a autonomia, a comunicação e a participação ativa. A aplicação dos princípios de Vygotsky e Bruner, aliados à mediação qualificada do instrutor, possibilitou ao estudante participante ampliar seu repertório de habilidades funcionais, fortalecer sua autoconfiança e desenvolver maior iniciativa nas atividades propostas.


Mediação Qualificada

A presença de um instrutor mediador especializado é essencial para o sucesso do processo de aprendizagem

Planejamento Individualizado

Estratégias adaptadas às necessidades sensoriais específicas de cada estudante

Desenvolvimento Integral

Promoção simultânea de habilidades cognitivas, motoras, sociais e comunicativas



Apesar das limitações estruturais do espaço — ausência de armários adequados, uso de fogão industrial inadequado para estudantes surdocegos, poucos utensílios disponíveis — a adaptação de recursos, a organização do ambiente e a mediação sensível mostraram-se capazes de promover avanços significativos no processo de aprendizagem.

Assim, reafirma-se que a educação inclusiva para pessoas com surdocegueira deve considerar intervenções pedagógicas personalizadas, ambientes acessíveis e profissionais preparados, garantindo condições para que esses estudantes alcancem seu pleno potencial e tenham assegurado seu direito à participação social de forma digna e autônoma.


Palavras-chave: Surdocegueira • Cozinha experimental • Autonomia • Zona de Desenvolvimento Proximal • Andaimes • Educação Inclusiva

Referências:

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Bruner, Jerome S. (1997) A Cultura da Educação. Porto Alegre: Artmed.

Bruner, Jerome S. (1978) O Processo da Educação. Cambridge: Harvard University Press.

BRUNER, Jerome S. (1966) Rumo a uma Teoria da Instrução. Cambridge: Harvard University Press.

Cader-nascimento (2010), F.A.A.A..; Costa, L. C. da. A atuação do instrutor mediador na educação de alunos com surdocegueira. Revista Benjamin Constant, n. 38, p. 18-25.

Glat, R.; Blanco (2007), R. Educação Inclusiva: direito à diversidade. Brasília: UNESCO,

Grupo Brasil. Livreto (2005) Surdocego Pré-linguistico, São Paulo: Grupo Brasil de Apoio ao Surdocego e ao Múltiplo Deficiente Sensorial.

Grupo Brasil (2003). Cartilha da Surdocegueira. São Paulo: Grupo Brasil de Apoio ao Surdocego e ao Múltiplo Deficiente Sensorial.

Mazzota (2005), M. J. S. A pessoa com deficiência visual: fundamentos e recursos para atuação. São Paulo: Cortez.

Oliveira (1992). Marta Kohl de. Vygotsky: aprendizagem e desenvolvimento – um processo sócio-histórico. São Paulo: Scipione.

Sá, N. M. de; Fonseca, C. M. da. (2019). Educação de pessoas com surdocegueira: estratégias de comunicação e aprendizagem. Revista Educação Especial, v. 32, n. 64.

Vygotsky, L. S. (2001). A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes.

Vygotsky, Lev S. (1991.) A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes.

Vygotsky, Lev S. (1998). A Formação Social da Mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. São Paulo: Martins Fontes.

Wood, David; Brunner, Jerome S.; Ross, Gail. (1976). O papel da tutoria na resolução de problemas. Journal of Child Psychology and Psychiatry, v. 17, n. 2, p. 89–100.